Imagem de cachorro branco

Parasitas externos e Animais de estimação

Os parasitas externos para além de serem um incómodo para os animais e também para as pessoas podem provocar doenças em alguns casos graves.

Felizmente as doenças provocadas por parasitas externos podem ser prevenidas. Consulte o seu médico veterinário para criar um Programa Completo de Protecção Antiparasitária que seja correcto para o seu animal de estimação.

 

Que problemas podem as Pulgas causar aos animais?
O que se pode/deve fazer contras as Pulgas?
Que problemas podem as Carraças causar aos animais?
O que se pode/deve fazer contra as Carraças?
Que problemas podem os Flebótomos (pequenos insectos) causar nos cães?
O que se pode/deve fazer contra os Flebótomos?
Que problemas podem os Mosquitos causar aos animais?
Que problemas podem os Ácaros causar aos animais?
O que se pode/deve fazer contra a Sarna?

 

• Que problemas podem as Pulgas causar aos animais?

Dermatite Alérgica pela Picada da Pulga (DAPP)

As picadas de pulgas que são muito activas têm como resultado para os cães e gatos e por vezes donos irritação, dor e prurido. Quando adicionalmente o animal é alérgico a algum dos componentes da saliva da pulga pode surgir a DAPP, cujos principais sintomas são:

 

Diagrama ilustrado dos sintomas da DAPP nos cães e nos gatos

 

Duas fotografias de lesões causadas pela DAPP

 

Transmissão de vermes achatados (céstodos) Dipylidium caninum

As pulgas são o hospedeiro intermediário da ténia Dipylidium caninum, a mais comum em cães e gatos. Os cães ou os gatos ao lamberem-se ou ao mordiscarem o pêlo podem ingerir uma pulga infectada com a forma larvar (quisto) da ténia. Esta é libertada no intestino do cão/gato e evolui até à forma de adulto. Desta situação resulta a necessidade de tratar também os animais que têm pulgas, contra céstodos.

 

Fotografia de dipylidium caninum

Este céstodo pode causar os seguintes problemas:

  • Perdas nutricionais
  • Diarreias
  • Mau estado geral

• O que se pode/deve fazer contras as Pulgas?

Para prevenir o aparecimento destes parasitas é importante proceder à aplicação regular de produtos eficazes e adequados, que eliminem as pulgas adultas (antes que possam pôr ovos), e de preferência que o façam por contacto, ou seja, que não seja necessário que as pulgas piquem os animais tratados para serem eliminadas (de modo a evitar as DAPP).

As infestações por pulgas podem surgir a qualquer momento, em particular dentro das habitações, já que as condições ambientais o favorecem (temperatura, humidade). É assim importante manter-se alerta ou preferencialmente adoptar um programa preventivo anual.

A reaplicação dos produtos nos intervalos aconselhados é fundamental para a obtenção de resultados satisfatórios.

Consulte sempre o seu Médico Veterinário.

• Que problemas podem as Carraças causar aos animais?

Babesiose

É uma doença parasitária provocada por um protozoário microscópico, que afecta maioritariamente os cães, podendo provocar a morte.

 

Detalhe microscópico do parasita (babesia) nos glóbulos vermelhos

Como diagnosticar a babesiose?

É provável que encontre o seu cão muito triste, provavelmente com a febre alta, abatido e a perder sangue pela urina.

À menor suspeita deverá consultar o seu Médico Veterinário.

 

Fotografia de cão com mucosa pálida

Erliquiose

É uma doença parasitária provocada por um protozoário microscópico, que afecta maioritariamente os cães, podendo inclusive provocar a morte.

 

Detalhe microscópico do parasita (ehrlichia)

 

Como diagnosticar a erliquiose?

A única maneira de saber se o seu cão sofre de erliquiose é consultando um Médico Veterinário. Os sintomas mais frequentes são abatimento, vómito, febre, perda de apetite e também anemia.

Deve-se iniciar o tratamento ainda na fase inicial para evitar que alcance a fase crónica da doença.

 

Como se transmitem estas doenças?

Quando as carraças se alimentam através da sua picada, podem transmitir agentes patogénicos (ex.: protozoários) dos animais doentes aos animais sãos. Todas as fases evolutivas (larva, ninfa ou adulto) podem fazer essa transmissão.

 

Ilustração de contaminação parasitária a partir de carraça e fotografia microscópica de carraça

 

• O que se pode/deve fazer contra as Carraças?

É importante reduzir o nº de picadas de carraça, já que é através destas que há possibilidade de ocorrer a transmissão de doenças (regra geral é necessário que a carraças permaneça fixada cerca de 12 a 24 horas).

Apesar de existirem vacinas para doenças transmitidas por carraças, recomendamos a prevenção através do uso de produtos antiparasitários com efeito repelente e/ou acaricida (elimina as carraças) reconhecido e comprovado, e que simultaneamente sejam seguros para os animais e Homem. Deste modo, diminui-se o risco potencial de transmissão.

Na adopção de um esquema de prevenção/tratamento contra carraças, deverá ter em conta a altura de maior propensão de existência das mesmas (em Portugal regra geral decorre nos meses de Março a Setembro). Deve iniciar-se o esquema antes de começarem a surgir as primeiras carraças e até depois de desaparecem.

Consulte sempre o seu Médico Veterinário.

 

• Que problemas podem os Flebótomos (pequenos insectos) causar nos cães?

A leishmaniose é uma doença dos cães provocada por um parasita protozoário (leishmania), que invade diversos órgãos, causando lesões de diversa extensão/gravidade e que pode até provocar a morte.

O animal de companhia mais afectado é o cão.

Transmite-se de animal para animal através de insectos do género Phlebotomus.

 

Fotografia de flebótomo sobre pele humana


Principais sintomas

Ilustração dos sintomas da leishmaniose nos cães


Quais as zonas de maior risco (endémicas)?

Os flebótomos (insectos transmissores) necessitam de condições geográficas/climatéricas apropriadas para se multiplicarem. Essas condições podem-se encontrar em diversas regiões de Portugal e Espanha.

 

Mapa da Península Ibérica ilustrando as zonas endémicas de flebótomos


Como saber se um cão tem leishmaniose?

O seu Médico Veterinário é o profissional indicado para fazer o diagnóstico desta doença recorrendo a exames clínicos e laboratoriais.

O tratamento desta doença é complicado e pode não conduzir à “cura definitiva” (possibilidade de recidivas) pelo que se torna muito importante proceder o máximo possível à prevenção. Só assim será possível evitar sofrimento.

Sinais

 

Duas fotografias ilustrativas dos sintomas da leishmaniose

 

• O que se pode/deve fazer contra os Flebótomos?

É importante evitar que os flebótomos piquem os cães. Reduzindo ao mínimo o nº de picadas, diminui-se ao máximo o risco de contrair a doença.

A incidência das picadas dá-se em particular ao anoitecer, momento de maior actividade dos flebótomos e ocorre sobretudo nos meses de Primavera, Verão e Outono. Assim, se durante esse período recolher os seus cães (ex.: canil com rede mosquiteira apropriada, ou seja, malha muito fina) estará a diminuir a possibilidade de serem picados.

Apesar de existirem vacinas para esta doença recomendamos a prevenção através da aplicação nos cães de produtos antiparasitários com efeito repelente comprovado para flebótomos. Embora não se possa assegurar 100% de protecção, consegue-se reduzir o risco de contrair a doença. Para tal é fundamental seguir “à risca” as recomendações dos intervalos de aplicação.

Tenha atenção quando viajar com o seu cão. Se pretender deslocar-se para zona endémicas de leishmaniose deverá antecipadamente proteger os seus animais.

Consulte sempre o seu Médico Veterinário.

• Que problemas podem os Mosquitos causar aos animais?

Um determinado tipo de mosquitos pode transmitir uma doença parasitária grave que pode afectar cães, gatos e animais exóticos como os furões. É provocada pelo verme redondo Dirofilaria immitis (microfilárias). Esta doença também é conhecida por doença do verme do coração, porque os vermes adultos alojam-se nesse órgão, onde se alimentam e reproduzem.

   Ilustração de mosquito a transmitir parasitas        Ilustração de coração contaminado com vermes adultos

 

Que problemas podem as microfilárias causar aos animais?

• Que problemas podem os Ácaros causar aos animais?

Sarna sarcóptica

 

Fotografia microscópica de ácaro

Nos cães, localiza-se nas zonas com menos pêlo: bordos das orelhas, cotovelos, região do abdómen, axilas e joelhos.

 

Ilustração da contaminação de sarna pelos ácaros

As manifestações começam por um prurido intenso que se traduz no acto de coçar contínuo (podem-se observar crostas).

 

Fotografia de cão com lesões resultantes de sarna

Demodecose (sarna demodécia)

 

Fotografia microscópica de demodecose (sarna demodécia)

Pode aparecer em qualquer idade e surge normalmente quando há quebras no sistema imunitário do cão (devido a infecções, mau estado geral do animal).

A demodecose pode ser generalizada (mais grave) ou localizada (menos grave).

 

Ilustração da contaminação de Demodecose (sarna demodécia) pelos ácaros

A demodecose nota-se em particular nas extremidades e face (à volta dos olhos e boca). Nos cães é frequente estender-se a todo o corpo.

 

Duas fotografias de cães contaminados com Demodecose (sarna demodécia)


Sarna por otodectes 

Fotografia microscópica de ácaro otodectes

O ácaro otodectes tem dimensões superiores às dos outros ácaros e localiza-se nas orelhas dos cães e gatos.

É muito contagioso.

 

Ilustração da contaminação de ácaros otodectes em orelha de animal

O ácaro alimenta-se de sangue, cera e de secreções resultantes da inflamação.

 

Fotografia de contaminação de ácaros otodectes em orelha de animal

Produz prurido e irritação. O animal sacode a cabeça e coça as orelhas nos objectos que encontra.

 

Fotografia de cão a abanar a cabeça

 

 

• O que se pode/deve fazer contra a Sarna? 

Aos primeiros sintomas de sarna deve dirigir-se ao seu Médico Veterinário para ser feito o diagnóstico e tratamento adequado. O tipo e duração do tratamento, bem como os cuidados adicionais, variam em função do tipo de sarna, da resposta apresentada e do estado geral de saúde do animal.

Uma das medidas imprescindíveis que se deve ter em conta em qualquer tratamento de sarnas é a aplicação de antiparasitários de acção acaricida, que eliminem os ácaros de modo a favorecer a rápida regeneração da pele lesionada. Hoje em dia existem produtos de fácil aplicação que são eficazes e seguros.

Se o seu animal de companhia sofre de uma sarna é também aconselhável evitar o contacto directo com outros animais e com o Homem, de modo a evitar possíveis contágios.

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Última actualização: August 02, 2017

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